O QUE É CÂNCER DE PELE?

O Instituto Nacional do Câncer (INCA) registra, a cada ano, 135 mil novos casos de câncer da pele, correspondendo a 25% de todos os casos de câncer no Brasil. A doença é provocada pelo crescimento anormal e descontrolado das células da pele. Os mais comuns são os carcinomas, sendo que o melanoma é o tipo mais raro e mais agressivo.    A maioria dos casos de câncer de pele está associada à exposição excessiva ao sol ou ao uso de câmaras de bronzeamento.

Se você tem interesse em fazer bronzeamento artificial não esqueça: qualquer estabelecimento no Brasil que ofereça esse procedimento com motivações estéticas atua de forma irregular e está sujeito às penalidades legais. Não compactue com essa prática proibida e que pode comprometer seriamente a sua saúde. Aceite o tom da sua pele tal como ele é. Pele bonita é pele saudável.    O tipo mais comum, o não melanoma, tem mortalidade baixa, mas os números elevados deixam os especialistas alarmados e pode ser curado com facilidade se detectado precocemente. Por isso, examine regularmente sua pele e procure imediatamente um dermatologista caso perceba pintas ou sinais suspeitos. 

 

SINAIS E SINTOMAS

O câncer da pele pode se assemelhar a pintas, eczemas ou outras lesões benignas. Assim, conhecer bem a pele e saber em quais regiões existem pintas faz toda a diferença na hora de detectar qualquer irregularidade. Somente um exame clínico feito por um médico especializado ou uma biópsia podem diagnosticar o câncer da pele, mas é importante estar sempre atento aos seguintes sintomas:    

1. Uma lesão na pele de aparência elevada e brilhante, translúcida, avermelhada, castanha, rósea ou multicolorida, com crosta central e que sangra facilmente;    

2. Uma pinta preta ou castanha que muda sua cor, textura, torna-se irregular nas bordas e cresce de tamanho;    

3. Uma mancha ou ferida que não cicatriza, que continua a crescer, apresentando coceira, crostas, erosões ou sangramento.

 

COMO PREVENIR O CÂNCER DA PELE 

 

  Evitar a exposição excessiva ao sol e proteger a pele dos efeitos da radiação UV são as melhores formas para se prevenir o melanoma e outros tipos de tumores cutâneos.     Como a incidência dos raios ultravioletas está cada vez mais agressiva em todo o planeta, as pessoas, de todos os fototipos, devem estar atentas e se protegerem quando expostas ao sol. Os grupos de maior risco são as pessoas com pele clara, sardas, cabelos claros ou ruivos e olhos claros, e também as pessoas que possuem antecedentes familiares com histórico da doença, queimaduras solares, incapacidade para bronzear e pintas também devem ter atenção e cuidados redobrados.                   A Sociedade Brasileira de Dermatologia recomenda que as seguintes medidas de proteção sejam adotadas:    

* O uso de chapéus, camisetas e protetores solares.    

* Evitar a exposição solar e permanecer na sombra entre 10 e 16h.    

* Na praia ou na piscina, usar barracas feitas de algodão ou lona, que absorvem 50% da radiação ultravioleta. As barracas de nylon formam uma barreira pouco confiável: 95% dos raios UV ultrapassam o material.

* Usar filtros solares diariamente, e não somente em horários de lazer ou diversão. Utilizar um produto que proteja contra radiação UVA e UVB e tenha um fator de proteção solar (FPS) 30, no mínimo. Reaplicar o produto a cada duas horas ou menos, nas atividades de lazer ao ar livre. Ao utilizar o produto no dia a dia, aplicar uma boa quantidade pela manhã e reaplicar antes de sair para o almoço.    Observar regularmente a própria pele, à procura de pintas ou manchas suspeitas.    Consultar um dermatologista uma vez ao ano, no mínimo, para um exame completo.    Manter bebês e crianças protegidos do sol. Filtros solares podem ser usados a partir dos seis meses. 

TRATAMENTO

 Todos os casos de câncer de pele devem ser diagnosticados e tratados precocemente, inclusive os de baixa letalidade, que podem provocar lesões mutilantes ou desfigurante em áreas expostas do corpo, causando sofrimento aos pacientes.

   Felizmente, há diversas opções terapêuticas para o tratamento do câncer da pele não melanoma. A modalidade escolhida varia conforme o tipo e a extensão da doença, mas, normalmente, a maior parte dos carcinomas basocelulares ou espinocelulares podem ser tratados com procedimentos simples.

   Além das modalidades cirúrgicas, a radioterapia, a quimioterapia, a imunoterapia e as medicações orais e tópicas são outras opções de tratamento para os carcinomas. Somente um médico especialista de verdade pode avaliar e prescrever o tipo mais adequado de terapia.

   Já no caso do melanoma, o tratamento varia conforme a extensão, agressividade e localização do tumor, bem como a idade e o estado geral de saúde do paciente.
 

 

 

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